poema ao ocaso



sem tapetes
nem preces
resistem meus propósitos
uma dança pacífica
sobre a areia dos meus olhos
e essa vontade crescente
e incontida
de contemplar-te


não sei a direção
que o sentido das minhas palavras
segue


não sei se elas
se dissipam com o vento
ou te alcançam
e sopram em teus lábios


me orienta



11 comentários:

Moacy Cirne disse...

ocaso, acaso, caso:
a dança da poesia.
oriente-se, menina,
o vento é imprevisível.

decerto,
um belo poema.

beijos.

Cosmunicando disse...

nesse poema vem toda uma atmosfera que orienta a minha visão para o oriente... vejo talvez uma dança sufi, uma mesquita, um monge meditando ou um vento soprando no deserto... as palavras se dissipam, se disseminam, nunca se perdem.

são lindas as imagens, perfeita a construção Pav. Muito lindo.

beijos

J.F. de Souza disse...

aprecio o ocaso
e ascendo

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Sim... Lindo, dona Pavitra! =)

J.F. de Souza disse...

Agora, lendo os feedbacks que estão aqui - e, principalmente, tuas respostas...

Oraora... Que coisa curiosa...

Você queria passar algo claro através de um poema?
Poemas são passíveis de vários entendimentos...
E, principalmente, de sentimentos...

E, então, agora, me deparo com alguém que busca ter seu poema corretamente entendido... E o admite isso...

Porque, na verdade, poetas querem se fazer entender, mas não admitem isso - talvez, porque pensem que perderia todo o encanto da coisa, sei lá...

(Nossa... Viajei pacarai!) =P

Vou dar uma geral no teu blog aqui, dona Pavitra!


E volte mais vezes ao EscúchamePorra!!! =D

=*

J.F. de Souza disse...

Ah! E visite também o B7C:

http://blogdesete.blogspot.com

Mariana disse...

só chego depois que todo mundo fala tudo... humpf!

(pav, um dos mais lindos poemas seus)

Igor disse...

ahhhhh..........

que poema bonito! De certo teu poema voa! Singelo, pois é vôo de destino incerto, mas ainda assim voa contente, como um inocente.

O vento leva, e sabe o que faz, mesmo sem saber ;)

deixa soprar os lábios.......

Lídia Chaves disse...

Apesar de toda a areia que transborda dos meus olhos, o acaso me trouxe a sorte de ser alcançada pelas belas palavras desnorteadas (?) deste blog!
:)

Igor Machado disse...

Sou eu, sim!

Me sopra quantos quiser, querida!

Aroeira disse...

adorei. em contrapartida,

ARTEMANHA
a poesia é fato
o fato é artifício
o poema é artefato

Marcelo Novaes disse...

Adriana,


Oriento-te. Aprenda a rezar em versos.




Beijos,




Marcelo.

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