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camelos e outras esferas (medo medo medo mídia mídia)
ali mentes alinham-se
e alimentam-se
de contingentes rumores
de contidas gentes que vivem sós
(agrupadamente)
tabloides são todos
que todos se mentem sob as antenas
sobre nossas cabeças
e sobre o cimento incerto
alguma coisa anda desordenadamente
dando de comer às feras
e nesse ato de DomEsticar
]eENCOLHERoQueSomos[
maldosamente molda-nos a mente
e a noosfera
e nos ferirá um dia
Brutal Mente
somos a bomba (anti-acordo ortográfico)
em idéias teias grassas
nossas palavras arranham aranhas
da língua em estado
de sítio sem árvores
e nos arvoramos pelas raízes
inquietos até tirarmos o chapéu
de aba e poros imaginários
dos homens que comem letras sem sumo
sem cheiro e com sabor artificial
queremos a língua solta
na maior brasilidade de um samba
de fundo de quintal e clementinas
em pagodes de zecas subindo morros
e o fonema pleno e salgado
da brincriação rebelde e desestruturante
provocamos o colapso dos lapsos arcaicos
para que se quebrem os elos que aprisionam
a expressão em anéis
sem os dedos que procuram sentidos
no inexplorado...
[a estética contraditória e misteriosa
a revolução dos neologismos em outros passos]
e nós, os 3 do forte
de uma copacabana estendida por mim
além da baía e de outros horizontes
vamos desafiar todos os erros
para sermos como falamos e somos:
explosivos brasileiros
* "os 3 do forte" é uma referência à Revolta dos 18 do Forte de Copacabana. Os 3: eu, Fernando Cisco Zappa, o poetaço que acredita na luta com as palavras, e Rodrigo M. Freire, o rebelde por natureza, mas grande, grande, grande escritor.
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