[Georgio Rios, inspirado no poema com os pés no chão]
Um pedaço de mim
é tudo
e em nada me dispersa
hei de dissipar as luzes
e novas luzes trazer
desta jornada.
hei de ficar
onde caminho encontrar
onde houver
tal caminho
aninharei meus pés
nas veredas
e nestas sendas
aquietarei em silêncio
escutando as águas
que vertem do mais
secreto caminho
da mais profunda vereda
e caminhando ouvir a música
dos olhos distantes
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com os pés no chão
ando descalça pela tua casa
e atravesso os cômodos
sem as pontes que costuram
todos os caminhos
o chão, passivo, ninho
feito de referências e almofadas,
recolhe meu sono em travesseiro de penas
e abre teu peito ferido sobre minhas pernas
e as mãos deslizam sobre o tapete,
as faces, os corpos e as lágrimas
e os olhos que silenciam
interferem como lâminas
e ao chão, passiva, cheia
de interferências e joelhos
e rodapés e dores em todos os cantos,
entrego-me inteira no piso do banheiro
e meus sapatos, amor,
ficaram do lado de fora,
junto com o meu passado:
agora meus passos são outros
e ando descalça pela tua casa.
* Georgio Rios fez um lindo poema para mim
* Publicado na Diversos Afins - Revista Cultural Eletrônica
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