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internos
há um desejo horrível em mim;
tenso bruto cru. que não cala.
odeio o barulho que ele faz
triturando os vazios.
há um vácuo feroz em mim;
denso escuro torto. que não fala.
odeio o silêncio que ele faz
quando me retalha.
Escrito com Diego Pale
kUBriCKiaNa

PEQUENO ESCLARECIMENTO
Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação. O de que eles mais gostam é estar em silêncio - um silêncio que subjaz a quaisquer escapes motorísticos e declamatórios. Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.
Poetas
não são laranjas nem nada!
[Palavras navegando em Mar
del Plata]
Desmecanizados, nos quantificamos
[qualificados] e escrevemos seguindo
a rota da poesia [e dos
silêncios].
Temos essa cosa
mucho loka
[dorada cosa]
que envolve a química
da sílaba beijando a língua
[da língua remoendo a boca]
dos dedos esfregando letras
dos ouvidos colorindo
mil tons [em mil sinos].
E de segunda a segundas intenções
dançamos ao som da nona
ou da quinta
ou de qualquer outra sinfonia
uníssonos
[como as feiras dos sábados e
domingos]
e nos disse QUINTANA
que nem somos azuis.
Adrianna Coelho e Marcelo Novaes
não são laranjas nem nada!
[Palavras navegando em Mar
del Plata]
Desmecanizados, nos quantificamos
[qualificados] e escrevemos seguindo
a rota da poesia [e dos
silêncios].
Temos essa cosa
mucho loka
[dorada cosa]
que envolve a química
da sílaba beijando a língua
[da língua remoendo a boca]
dos dedos esfregando letras
dos ouvidos colorindo
mil tons [em mil sinos].
E de segunda a segundas intenções
dançamos ao som da nona
ou da quinta
ou de qualquer outra sinfonia
uníssonos
[como as feiras dos sábados e
domingos]
e nos disse QUINTANA
que nem somos azuis.
Adrianna Coelho e Marcelo Novaes
o peso

demorado, pessoal e intransferível
desmoronamento
às seis da manhã quando tudo morre
não há mais restos sobre a pia
apenas um imenso branco
manchado
de minha máscara derretida
que escorre pelo ralo
livrando-me do que sou
às seis da manhã ainda não
acordei de um sonho ou pesadelo
sou apenas delírio
um corpo astral em declínio
há um peso cimento em meus ossos
há um todo que eu não sou
há um todo que não sei ver
às seis quando eu furo meus olhos
às seis quando todos os artifícios falham
minha eterna negação
chega, espelho: não quero saber
se há alguém mais
* Poema escrito com Diego Paleólogo
poema têxtil
[Parceria com Mercedes Lorenzo, do blog Cosmunicando]
encolheu de repente
mesmo assim tento vesti-la
e passo primeiro a cabeça
pelo avesso de mim
depois da mente no ato
vou enfiando meus braços
então a palavra se esgarça
e eu ainda espremo
o que é preciso exprimir
do que já é coração
quando visto meu peito
fibra e urdidura
é apenas o começo
e nessa crescente alegria
de desmanchar a costura
nem poema caberia
encolheu de repente
mesmo assim tento vesti-la
e passo primeiro a cabeça
pelo avesso de mim
depois da mente no ato
vou enfiando meus braços
então a palavra se esgarça
e eu ainda espremo
o que é preciso exprimir
do que já é coração
quando visto meu peito
fibra e urdidura
é apenas o começo
e nessa crescente alegria
de desmanchar a costura
nem poema caberia
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