incessante sede



desde que sinto esse aperto
o ar rarefeito
essa sede e essa fome
incessantes
[e o inalcançável tão perto]
meus poemas não são
de amor:
são de tântalo







14 comentários:

Moacy Cirne disse...

E também de auroras adormecidas. Que se querem densas. Um beijo.

Carito disse...

tântalo bate até que fundido...

Átila Siqueira. disse...

Acho que seus poemas são de amor sim, mas de amor pela poesia. Com toda essa sua perícia em escrever suas coisas enigmáticas.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

Rodrigo M. Freire disse...

caminhaste. desembocaste na fórmula agradar à leitura.

gostei muito!

não sei dizer, faltou-me deste ar de dizer as coisas?

não responda, por favor.

Casulo Temporário disse...

São poemas, querida.
Sempre a um passo do que há adiante, inalcançável, e que nos move.
Lindo!
beijos.

omnia in uno disse...

eu diria que vc alcançou
e que é bom que nos escape
ser sem pertencimentos
capricho do horizonte

menta disse...

caminho em ligações
covalentes, conduzindo
calor também sem amor
os meus são de nióbio
quer um elétron?

homoluddens disse...

...

Maykson disse...

Ai, Pav, que saudade de te ler... que saudade de dedicar mais tempo nesses cantos de cá, sabe?! Que poema lindo, esse. É até clichê dizer isso dos seus escritos. Gosto tanto! Saudade! ^^

Fabio Rocha disse...

Poesia requer uma agonia interna né?

Belo resultado...

Carleto Gaspar 1797 disse...

Tão perto e
assim tão longe
os ramos e os
frutos que só
fazem aumentar
a sede

Mme. S. disse...

Que coisa mais bacana de se ler, que é melhor nem falar muito. Cheiro, S.

Henrique disse...

adoro a temática, é tão artístico, não há sujeira de motivações, você SUBLIMA sabia?


Linkei

Marcelo Novaes disse...

Puxa, Dri...


Se a fruta escapou da mão
- ou não -, aqui o poema
escoou como
água. Liso.
Saciando a
sede dos
olhos.
[Tântalo-Narciso].




Beijos,






Marcelo.

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