silencio



e raramente em mim
- concha adversa -
me fecho nessa mudez
que pesca
o verso


15 comentários:

Mirze Albuquerque disse...

Fantástico. Adriana!

Beijos

Mirze

AC Rangel disse...

Concha adversa, nua em pelo,
te arrasto, incondicional destino,
por entre palavras agudas
e vivo nas sombras
a mendigar teus carinhos.

Tua poesia é bela...

Adrianna Coelho disse...

AC, sua resposta ao poema
também é linda -
mais do que eu podia esperar:
as palavras estão acariciadas.

obrigada.

Adrianna Coelho disse...

a sempre atenta Mirze... :)

beijos, querida!

Nilson Barcelli disse...

A pesca de versos só se faz em silêncio...
Belo poema, gostei.
Adrianna, minha querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.
(a voltar de férias, aos poucos...)

Eleonora Marino Duarte disse...

concha lírica em mar de
verso...

lindo, muito mesmo!

um beijo.

Paulo Henrique Motta disse...

adorei sua "revisita" ao meu blog.
Estava com saudades.
Valeu Adriana!!
É Ariane nos encantando...

bjs do Paulinho Motta

Adrianna Coelho disse...


em tempo de calar
a gente muda

beijos, Nilson


p.s. nossa! como demorei a voltar ao blog.

Adrianna Coelho disse...


Eleô, vejo que os versos têm fluído através de vc... que me venha a correnteza! :)

beijos, querida!

Adrianna Coelho disse...


A Ariane me encantou mesmo, Paulo Henrique!
Encantou! :)

beijos

Lisa Alves disse...

o silêncio é a isca! :)

Tania regina Contreiras disse...

Adriana, não conhecia sua poesia, e estou adorando o que estou lendo...

Beijos,

Leandro Luz disse...

Perfeito! Amo o que você escreve.
Seus textos me inspiraram e algo assim brotou em mim:

LUME
www.escorpiaodesois.blogspot.com

Vagueia...
Asas de amanhã numa tez de catavento
Amplia...
Abre teus espaços, tuas clareiras, abre... Ah,
Teu semblante – absorto pouco antes de acordar!

Amenos
Como meninos-pétalas
A menos que se abram – são pétalas, meninos, só pétalas. Não flores.
A menos que se abram
Numa nudez de catavento.

Cismo no desamanhecer do
Vagalume tardio – esquecido de si –
Ameno – a vagar – esquecido de si –
Com sua vaga luz ... mas o que é sua luz?
O que é um vagalume ante o lume de um olhar?
Antes, o lume de um luar
Agora, só o sol a lhe cegar
E teima em sua vaga luz como eu - que teimo em cismar,
Que teimo em amar, que teimo em nunca, nunca, nunca te apagar.

Anônimo disse...

que bela mudez...

Fabio Rocha disse...

Bonito. Eu forço a mudez pra entrar nesse estado às vezes. O que é mais precioso que criar?

Aliás, voltei o Da Busca pro ar no endereço antigo e criei um blog novo com meus poemas recentes em http://poesia-fabio-rocha.blogspot.com.br/ Quando der, passa lá? :)

Beijo

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