contexto



recita tuas águas
 e brasas
e te condenso

nos meandros
contornos e entremeios
te margeio

em teus vales
horizontes e montanhas
desaprumo

só em teus ventos
me refaço
 duna

 

9 comentários:

Nadine Granad disse...

Uau *-*

Que delícia de ler... que Contexto, repleto de texto e mais ainda: poesia!...

Abraços carinhosos =)

Adrianna Coelho disse...

obrigada, Nadine! tbm é uma delícia ser lida... :)

abraços!

Nadine Granad disse...

Quem tem motivos para agradecer sou eu!!!

Obrigada pela delicadeza, visita e dica (vou procurar e utilizar "florais"...)


Beijos =)

Eleonora Marino Duarte disse...

adrianna,
sempre íntimas as tuas liras.. como observar pela fresta da porta a privacidade de uma mulher...
um biejo!

Adrianna Coelho disse...


alguns,como você, percebem pelas frestas
muito mais do que a visão permite -
coisas da intuição e sensibilidade.

p.s. ainda não tinha visto esse seu comentário, eleô.

bjs

Leandro Luz disse...

Fantástico!

Adair Carvalhais disse...

que belo poema. destes que "incomodam" a gente.

Adrianna Coelho disse...

obrigada, adair!
também posso dizer que um elogio vindo de você, sendo o poeta que você é, inquieta a gente.

Adair Carvalhais disse...

a poesia é sempre caos, silêncio e vazios.

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