solstício


« a utopia está lá no horizonte »
                       eduardo galeano



prendo-me ao que se move
para retirar da dor
a monotonia

o que de mim se afasta
ou cai como fruto
ou flor


   por isso deixo-me
   levar a noite
   dentro

   que meus poemas
   são feitos de outonos
   memórias
   e esquecimentos


10 comentários:

betina moraes disse...

adrianna,

seus poemas são feitos da matéria primordial da Poesia, emoção.

lindíssimo.
um beijo, querida.

Adrianna Coelho disse...


emoção de tudo que é estirpe, betina (eleô).

o bom é que dá poema.

beijos, queridona!

p.s. tô com saudade.

betina moraes disse...

hoje mesmo falei de você e do Novaes. :)

saudades.

beijos querida!!!!

Adrianna Coelho disse...


eram boas as nossas conversas, os nossos encontros...

um dia desses, fui ao odeon e pensei em vc.

betina moraes disse...

bota boa nisso!

jura que foi ao Odeon??

:)

nossa amizade é bem legal, sempre foi.

admiro-a, poeta!

Jhonny Russel disse...

nunca sei direito oque falar sobre o que escreves. acho sempre que corro o perigo de ser redundante... eu gosto do que me incomoda, me faz pensar, levanta minha bunda da cadeira! Me entende?!

um dia vou te dizer tudo isso olhando pra ti. Bjos

Julia disse...

é preciso comentar: o que?
o outono provoca um desprendimento que na verdade revela o apego mais fundo, o a-feto mais querido e dolorido, tronco amalgamado à raiz... ai... a beleza da poesia arde...
e como importa ler os ir-mãos-poetas!
que grato encontro com essa poesia: hj!
bj!!

Adrianna Coelho disse...


eu vou esperar, jhonny - olhos nos olhos!

beijão

Adrianna Coelho disse...


ir-mãos-poetas

adorei isso... o comentário inteiro!
todas as suas sacadas!

beijos, julia

Aroeira disse...

Oh!

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