afônica



escrevo no ato
solidário à garganta


escrevo sobre ocasos
inflamados e pungentes
em desacato
ao grito que não veio


escrevo ao acaso
até o fim da linha
até o ponto
em que me encontro
febril



51 comentários:

Marcelo Novaes disse...

Dri,





A voz ainda vive, aí. Claro. Mesmo quando espera para se pronunciar.




Bela solidariedade à Garganta...




:)









Beijo,











Marcelo.

Moacy Cirne disse...

Puxa, quanto tempo.
Ótima volta(gem).

Um beijo.

Fabio Rocha disse...

Disse muito, sem voz. ;)

Beijos

Moacy Cirne disse...

E o seu poema balaiou...

Ígor Andrade disse...

Bonito!

betina moraes disse...

valeu o grito de novaes!

seu poema é belo, inquieto, urgente! e eu adoro essas "desesperagens"!


um beijo, querida.

J. disse...

Eu estou na interrogação.Será que isso é ruim?

MaressaBrito disse...

AAAAAAAAAAAAAI, perfeitoo teu blog,
ameiii, xonei, ja segui :D

Mirse Maria disse...

Oi Dri!

Que volta triunfal!

Belíssimo!

Beijos

Mirse

BAR DO BARDO disse...

Continue cantando, por favor!

Tania Nascimento dos Anjos [Taninha Nascimento] disse...

Adriana,

que poema mais lindo!

Nossa...

Escreva sempre! Escreva mais! [e mostre a gente, rss]

bjs,

Taninha

líria porto disse...

eu tinha - tenho - saudades de ti e dos teus versos!
besos

Bahh Grou. disse...

Escrever é um ato solidário de verdade! É jogar pra pele a febre do coração.
Adorei teus versos.

:*

Vagarosa ॐ disse...

amei!!!!!!!!!!

Mai disse...

Ali - entre a garganta e a voz - tua poesia "afônica" .

Fernando disse...

Adrianna!!
Perdi o seu email!
Qdo puder me tecla: fernandompinheiro@yahoo.com.br

bj

Carito disse...

era uma voz... uma linha... na fogueira...

Aroeira disse...

vc é a MAIS PHODA por aqui (aqui: web). talvez a líria empate... ou vc vença por "uma cabeça". talvez essa sua chegada em primeiro seja pela total profundidade - alma! - das suas escrivinhanças, enqto que a líria às vezes (tb profunda em sua maioria) desvia para outras searas, simplesmente sem a pretensão de aprofundar, mas não menos geniais.
CLAP CLAP CLAP (de pé)

Ianê Mello disse...

E que a febre não passe...rs

Assim, poderemos continuar a ouvir seu grito.

Belo retorno!

Bjs

Adriana Karnal disse...

Cheguei na hora do retorno...lindo, lindo Adriana. è melhor escrever qdo o poema nasce perfeito.Esse é.

Little Miss Sunshine disse...

fantástica, absolutamente característico de quem ao passa sem escrever
*****

Barbara disse...

37 não é febre OU você é seu próprio remédio, isto, está claro.

Tecinforma disse...

SEGUIMOS VOCES!! SEGUE A GENTE!! VALEU

Sílvia disse...

no fundo estamos todos febris... há que deixar correr as palavras :)

T@CITO/XANADU disse...

E se escreve. A forma longa
a forma elíptica a breve
como se atira pedras de algodão
ao fundo ao coração à mente.

P A Z !
Tácito

Roberta disse...

Escrever é um grito solitário, um ato solidário à garganta, embora multidões resvalem e ecoem juntas nesse mesmo ponto febril.

Gustavo Brito disse...

- adriana, você é demais.
há muito que não lia algo que me empolgasse.

você o fez, hoje.

José Carlos Brandão disse...

Escrever é um ato solitário.
Escrever é um testemunho da alegria.
Escrever pode ser um calvário,
mas é quando se sobe para perto de Deus,
é quando estou em estado de poesia.

Beijo.

J.F. de Souza disse...

porque não ouço o grito
mas há um sussurro
aqui dentro
escrevo

-------------------------
saudades. de vc e teus escritos, Dri! :)

:*

KrystalDiVerso disse...

Interessante!...

oscar kellner netto disse...

PISTIL'HOMEM




parti
no
alento
da mão
que
me colheu
esférico

quando
em minha
haste
explodiu
a petalágrima

sob o sol (o)
eu era
fruto homem

sem(lat)ente...

Geraldo Brito (Dado) disse...

Simpático seu blog. Poemas ricos.

oscar kellner netto disse...

METAMORFRASEANDO... A PRÓPRIA ADRIANNA COELHO!



escrevo sobre os ocasos
solitários e pungentes

inflamada de gritos
a garganta febril escreve,
desacata o ato...

acaso a febre se encontra
no fim da linha?
até que ponto solidária
escreve?


*=*=*=*=*=*

UM ABRAÇO, DRI
oscar kellner neto
MARÇO 2010

oscar kellner netto disse...

METAMORFRASEANDO... A PRÓPRIA ADRIANNA COELHO!


AFÔNICA



escrevo sobre os ocasos
solitários e pungentes

inflamada de gritos
a garganta febril escreve,
desacata o ato...

acaso a febre se encontra
no fim da linha?
até que ponto solidária
escreve?


*=*=*=*=*=*

UM ABRAÇO, DRI
oscar kellner neto
MARÇO 2010

oscar kellner netto disse...

TERCEIRA VERSÃO

DA METAMORFRÁSICA

AFÔNICA


escrevo sobre os ocasos
solitários e pungentes

inflamada de gritos
a garganta febril escreve,
desacata o ato...

acaso a febre se encontra
no fim da linha?
até que ponto, solidária,
grita a escrita?

oscar kellner neto


PRA DRI, COM RELEVO
POMPA E CIRCUNSTÂNCIA.

Nathi disse...

Escrever até o ponto de febre é muita coragem!!!

Acho que nunca cheguei lá!

^^

Beijo*

Lou Vilela disse...

Psiuuuuu, por onde andas? ;)

Bjs

ventuana disse...

Gostei de te conhecer!
Gostei da garganta, do grito, da letra. Íntegra.

Diego Cosmo disse...

http://dcosmo.blogspot.com - Constantes reflexões, Rumo a novos pensamentos! "Cosmo a Pé"

António disse...

Na escrita libertamos os gritos contidos, gritos que abririam feridas na garganta se fossem gritados.

bjs

Sylvia Araujo disse...

Menina, que surpresa boa estar de passagem e dar de cara com tanta emoção. Poema incrível, Adriana!
Teu canto é lindo.

Te sigo e te beijo.

YC disse...

Ótimo gosto. Indescritível.
Belas palavras, frases e amores.
Como seu bom gosto, te sigo também.
Abraços.

Plínio ( Bg ) disse...

oi, gostei mto do seu blog,
Eu faço layouts, se você quizer ter seu blog mais personalizado, mais a sua cara... me procure
http://surtosmodeon.blogspot.com/p/portifolio-encomendas-de-layout.html

Mme. S. disse...

simplesmente incrível!

Lara Amaral disse...

Escreve-se até o ponto em que o círculo recomeça.

Gostei daqui, vim pelo blog do Marcelo Novaes, uma ótima dica dele.

Abraços.

' Cαh Wιltємьuяg • disse...

AAH, gostei do bg *-* Parabéens,
se der visita o nosso tbm
http://paranormaiis.blogspot.com
bgs bgs '

Barbara disse...

Fogo e ardiduras - diluir.
Fizeste-o bem.

Ramon Alcântara disse...

E depois de febril, paro e vejo que a escrita continua e percebo que ela vinha de antes e mesmo que morra, haverá poesia!


abzz

Nirton Venancio disse...

se escreve, é porque o porto existe.

Assis Freitas disse...

um metaplagio para ti

amo os versos que não possuo
e encardem de fogo as retinas



beijo

Adrianna Coelho disse...


Adorei, Assis!

:)

beijo

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