vertigem



a ausência da rosa na boca
o silêncio alarmado
de quem sabe espinhos
e idas e beijos
e quases
e esses vermelhos
que te inflamam
toda
de abismos
e quedas




* Publicado no Balaio Porreta 1986 nº 2729

15 comentários:

BAR DO BARDO disse...

que síntese!
que intensidade!

meu deus, obrigado!


bom texto, muito bom,
adrianna coelho!


(coincidência: a nydia postou um texto com o mesmo título - vocês estão vertiginosas... )

Sabrina disse...

ah ! muito bom ! adoro abismos e quedas !!!
: )

José Carlos Brandão disse...

A vertigem é um puro estado de poesia!

Poema muito bom.

Moacy Cirne disse...

Você caiu no Balaio, Menina.

Um beijo.

Mirse disse...

Oi Adriana!

Quando li seu poema no Balaio, pensei que havia pensado em mim! Pelo que nos sabemos. Como não podia falar lá falo aqui.

Belíssimo! Destaco " o silêncio alarmado de quem sabe espinhos"

Lindo...lindo!

Beijos

Mirse

Em tempo: Não consigo comentar nos bogs do Marcelo e em nenhum que tenha aquele tipo de janela de comentários. Se vc souber o porque de alguma abusada configuração invisível, vc pode me ligar?

Beijos

Mirse

doguedonm4 disse...

É o vai e volta, entre a rosa e o espinho,o penhasco e o chão. Muito e bom.

Fabio Rocha disse...

Retrato sucinto do amor... Beijos

Cris Caetano disse...

O amor é isso, vermelho, e as quedas, o encantamneto, as surpresas e ansiedade. Lindo.

Beijinhos

oscar kellner netto disse...

espetacular, adrianna.
estou sempre por aqui, te espiando.
um abraço, minha linda.
flor-rosa, coelha.

Úrsula Avner disse...

Lindo Adriana, poema profundo e sensível. Gosto do seu estilo de escrita poética. Bjs.

Nathi disse...

Vertiginoso é quem não se inflama com o vermelho!
Nada que faz bem é de graça, muito menos o Amor.

Beijinhos* da Nathi

Mirse disse...

Oi Adriana!

Não consegui! Mas passei aqui para avisar que o Moa está no Teorema da Feira sendo entrevistado pelo Lívio. Vale à pena ir lá.

Beijos

Mirse

Georgio Rios disse...

Um belo baile de palavras e metáforas!!!!

Mulher na Janela disse...

me quedo diante de seu lirismo, de seus quases insondáveis. que beleza de poesia, menina!

um beijo daqui!

Renata de Aragão Lopes disse...

Tão bonito
quanto o de cima...

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